Opinião do Colunista Juninho Bill quanto a grande decisão do Tocantinense 2014 !

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1×0 foi pouco, muito pouco…

O time do Interporto conseguiu reverter a vantagem que pertencia ao Tocantinópolis, vencendo, em seus domínios, o primeiro jogo da final, pela contagem mínima.

O jogo foi truncado, equilibrado, equipes e treinadores se estudando. Os pouquíssimos ataques do time portuense esbarraram na concisa defesa do time verde. Já os contra-ataques da agremiação do bico me pareceram ser muito mais certeiras e perigosas. O primeiro tempo teve dono: o Tocantinópolis!

Ninguém esperava que uma “raposa velha” como o Carlos Magno iria ficar de braços cruzados contemplando sua equipe ser dominada… E não foi diferente. Após o intervalo o Interporto voltou com mais vontade, mais aplicação tática e passou a dominar as ações. Lourival no lugar do lento Valdo (ex-jogador!) impôs nova dinâmica ao jogo. Entretanto, não foi, a princípio, suficiente para furar o forte bloqueio da zaga verde.

O jogo foi definido nos detalhes. O jogador Endy reclamou em demasia com o competente árbitro Jânio Pires, quando sua equipe cometeu uma falta ainda no campo de ataque. Levou um cartão amarelo infantil, sem a mínima necessidade. Pouco tempo depois, o mesmo atleta fez uma falta realmente necessária, a fim de evitar uma jogada perigosa do time portuense. Levou o segundo cartão amarelo pela infração e, por consequência, o vermelho. Novamente o arguto técnico penta-campeão tocantinense imediatamente reagiu. Sacou o volante Roger e colocou mais um atacante: Fabio Bala. A expulsão de Endy fez com que o Tocantinópolis recuasse em demasia, na tentativa de segurar o empate e a vantagem que já possuía, mesmo porque já passava dos trinta minutos do segundo tempo. A estratégia não deu certo! Se o time verde estava muito recuado, o Interporto aproveitou para “alugar o campo” do meio para frente e com cinco atacantes iniciou um bombardeio ao gol defendido pelo arqueiro Pitanga. Parafraseando o velho ditado: “água mole em pedra dura…” o lateral esquerdo travestido de meio-campo, Marcos Paulo, limpou a jogada de fora da área de fuzilou no canto direito, decretando 1×0 para o time de Porto Nacional.

Eis uma resenha do primeiro confronto. Todavia, nada está definido.

Contudo, o Tocantinópolis tem time para devolver a derrota pelo mesmo placar e se isso ocorrer já será o campeão, visto que em razão da campanha da primeira fase, joga por dois resultados iguais.  Entretanto, creio que o Verdão do Bico é capaz de fazer muito mais. A vitória por qualquer placar lhe dá o título. Acreditem: 1×0 para o Interporto fora de casa foi pouco, muito pouco… Quatro fatores pesam muito a favor do Papagaio no jogo decisivo: o excelente goleiro e a consistente linha de defesa que sofrem poucos gols; o jogo em casa, no estádio em que o time treina e conhece todos os “atalhos”; a força da torcida apaixonada e barulhenta que empurra o time até mesmo quando o placar é adverso, e, por fim, a volta do ídolo e artilheiro Tety. Os gols assinalados pelo “baixinho” foram preponderantes no decorrer da competição e também serão para a conquista da vitória e da taça de campeão.

O primeiro jogo foi suficiente para firmar minhas convicções. Não ficarei feito um tucano em cima do muro… Aposto minhas fichas no Tocantinópolis!! Estou desconfiadíssimo que o campeão voltou!! O título de hexa, para o eficiente Carlos Magno, fica para 2015…

Juninho BILL

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