Fim da 1a fase do TOCANTINENSE 2014 na visão de Juninho BILL.

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Um vendaval de emoções!

A primeira fase do campeonato tocantinense de futebol aproxima-se do seu final. Resta apenas uma rodada a ser disputada!

As equipes do Guaraí e Colinas, já foram rebaixadas. O desempenho abaixo da média, aliada à desorganização dos dirigentes levou e sepultou as duas agremiações na zona maldita.

Critico com veemência a postura da Federação Tocantinense de Futebol (FTF) quando permite que tais clubes disputem a segunda divisão no segundo semestre desse mesmo ano e tenham direito, caso sejam campeãs ou vice, de voltarem a disputar a primeira divisão em 2015.

Trata-se de um desprestígio e um desrespeito não só aos clubes que se esforçaram para permanecer na primeira divisão, como também com aqueles que vão disputar a segunda em 2014 e ainda mais, com os torcedores que “rodam catraca” nos estádios! A pena pelo descenso, nesse caso, é muito branda!! E mais: ao contrário dos demais clubes da primeira divisão, esses dois serão prestigiados, uma vez que ambos terão calendário cheio, com jogos o ano todo, um verdadeiro sonho de consumo do futebol tocantinense…

Quanto às demais agremiações, já estão classificadas para segunda fase: Gurupi, Interporto e Tocantinópolis, restando apenas definir a ordem de classificação. Palmas e Araguaína brigam pela quarta vaga. Já o Tocantins de Miracema permanecerá na zona neutra, na medida em que não classifica, nem tampouco rebaixa.

Nesse momento, a equipe do Palmas Futebol e Regatas é o quarto colocado com (21) pontos, enquanto o Araguaína é o quinto com (18) pontos. Ocorre que o time da capital tem um jogo a menos, adiado em face de utilização do Estádio Nilton Santos para a encenação da Paixão de Cristo.

O adversário do jogo atrasado é justamente o lanterna: Guaraí. Desfacelado, desmotivado e alquebrado não é difícil adivinhar que o Lobo Guará não oferecerá muita resistência à Arara Azul e, a não ser por um improvável desastre dos deuses do futebol, certamente sairá do estádio goleado.

Nessas circunstâncias, o time da capital iria a (24) pontos, aniquilando as remotas esperanças do Araguaína, como também chegaria à última rodada como líder do torneio, bastando apenas fazer o dever de casa, contra o desinteressado Tocantins de Miracema, para manter as vantagens do regulamento. Creio que essa hipótese não seja difícil de ocorrer.

Pois bem. Para a segunda fase, a Arara Azul necessita urgentemente de um armador. Um sujeito que saiba jogar com a camisa dez na essência da gíria futebolística. Ficou provado, às escâncaras, que o atleta Rubens não consegue desempenhar tais funções e o pior: é vaiado em todos os jogos. Também pudera… Erra ao bater escanteios; erra passes de dois ou três metros; erra cobranças de faltas; erra penalty; não cadencia o jogo e o pior, mata as jogadas de contra-ataque recuando a bola para a cabeça da área. O torcedor perdeu a paciência!! O torcedor não tolera falta de comprometimento do atleta com a camisa tricolor!!

Em entrevista ocorrida hoje a um programa de esportes da TV local, o técnico Celinho Valentim (inteligente e estudioso do futebol, por sinal!), respondeu ao meu questionamento se não havia substitutos no elenco para o jogador Rubens. Ele qualificou primeiramente o atleta por seu passado em grandes clubes, todavia, admitiu que muitos gols dos adversários surgiram de escanteios mal batidos por ele e que se transformaram em contra-ataques mortais. Por fim, admitiu que não há outro jogador, no momento, capaz de exercer tal função.

Quanto ao Lucio Bala, que todos esperavam que fosse jogar com a camisa dez no lugar do questionado Rubens, Valentim disse, às claras, que ele pediu para ser quarto homem do meio-campo, chegando como elemento surpresa ao ataque atuando também, nesse caso, como terceiro atacante, ao lado das feras Régis Wenzel e André Leonel.

Diante disso, não há quaisquer dúvidas que o presidente da equipe do Palmas, Richard Sanchez, será obrigado a contratar um armador de ofício para atuar com a camisa dez, alimentando esse poderoso ataque que o time já possui.

Até o momento, foi possível encobrir equívocos aqui e ali em razão da fragilidade da maioria dos adversários do primeiro turno. Entretanto, entrar na semi-final em sistema de mata-mata, contra os titãs do futebol tocantínio, sem esse especialista, é pedir para ser engolido por eles… A sorte não prevalece no futebol. Um ou outro caso fortuito, não é capaz de ganhar campeonatos!! O que prevalece nesse esporte coletivo é organização, estratégia, talento e raça!!

Olho vivo!! Muitas emoções estão por vir…

Juninho BILL

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