Entrevista com Carlos Alberto Parreira quando ainda era treinador do Flu!

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NET FLU
Domingo, 05 de julho de 2009 – 11h25min
Parreira solta o verbo. Veja entrevista na íntegra!
Ontem, trouxemos trechos da entrevista do técnico Carlos Alberto Parreira ao jornal O Globo. Leia-a hoje na íntegra.

TEMPO DE TRABALHO

“As mudanças foram grandes e serão até o meio do campeonato. Daqui a pouco chegam mais três jogadores e mudam tudo. Temos que ter flexibilidade, facilidade para se readaptar a cada jogo”

REFORÇOS

“Rosinei pode ser um. Outros estão em aberto. Pelo menos três. Temos o Fred de atacante. E o Leandro Amaral que a gente tem, não é dúvida, mas até onde aquele joelho dele vai suportar? Ele treina e tal… Se pudesse vir outro (atacante). Tem o Maicon, Alan e Kieza que podem explodir, mas não temos tempo, de a cada jogo, tentar um. Talvez mais um lateral com experiência…”

ROBERTO CARLOS

“Não sei. Ele foi para a Turquia. Não sei como anda a situação, se rescinde. Ele aportaria alguma coisa de nome e experiência.”

UNIMED

“Não existe vida sem patrocinador. Seja ele qual for. Não estou aqui para agradar a Unimed. Mas ela tem colaborado e tido uma história bonita aqui. O Fluminense foi campeão da Copa do Brasil. Fez um papel lindíssimo na Libertadores e, sem a Unimed, não teríamos o time que temos. Sem dúvida o Fluminense precisa de um patrocinador e, com a Unimed, está encaminhado há dez anos. Estas divergências a gente procura não se envolver. A gente sabe que existe. Não estou aqui para enfiar a cabeça no buraco como um avestruz. A gente procura aparara as arestas porque, o que interessa para nós, é dentro de campo. Fora, eles que se acertem. É claro que este tipo de confronto desgasta. No final, vai haver o bom senso de acertar o que está faltando para uma parceria agradável para os dois lados. Tem que ser assim. Ele bota o dinheiro e tem o interesse no retorno da publicidade e tem que estar satisfeito. E nós, com o investimento que está fazendo”

TRAFFIC

“Eu não sei responder, com toda a honestidade, até onde vai a atuação da Traffic. No meu modo de ver, deveria ser na área de investimento. É evidente que procura um retorno. Se trouxer jogador sem reconhecimento o retorno é zero. Se trouxer alguém com retorno de mídia, a visibilidade será maior. Mas isto não pode interferir no equilíbrio do time. Apesar do patrocinador, tem que ter liberdade, tem que escolher em conjunção com o time.”

JOGADORES DE XERÉM E OS DE FORA
“É assim no mundo todo. Se vêm dez de fora, ficam menos dez vagas para Xerém. Existe esta insatisfação, mas não é rebelião. A convivência é pacífica. Tem 12 num elenco de 20. Xerém está prestigiado. Ocupar lugar no time é coisa de mais um pouquinho. Metade do elenco é de Xerém e isto foi pressão da diretoria ou do patrocinador. É escolha da comissão técnica.”

PARREIRA DIRIGENTE

“Esta posição está afastada definitivamente. No lado político sou terrível. Condições eu teria, pela experiência em administração e capacidade de organizar. O futebol ficou tão politizado que não suportaria certas coisas. Ter jogo de cintura para resolver coisas desagradáveis extra-campo…”

FUTEBOL EMPRESA

“Eu acho que falta gestão profissional e os clubes se tornarem clube-empresa. Assim que o Real contratou o Kaká e o Cristiano Ronaldo perguntaram se não era caro. Respondi que era baratíssimo. Em um ano, já vai ter retorno. É mídia forte, a TV Real, publicidade, direitos de TV, camisas, ingressos, estádio cheio. Sempre 80, 90 mil pagantes por jogo. É no lado empresarial que estamos engatinhando. Temos que nos transformar em clube-empresa. A solução é esta. Colocar gente profissional. Diretor, presidente, todo mundo. Separar o futebol do clube social. Quando estava no Corinthians, a Hicks Muse queria colocar R$3milhões por mês. Eles queriam uma condição: que todo o dinheiro fosse para o futebol. Aí veio a rejeição. O Conselho não aceitou. Até que foi votado e acabou perdendo. Os clubes não querem abrir mão do lado social. Para isso só se tornando futebol empresa. Toda receita proveniente iria para o futebol. Aí sim cabe um profissional como eu, como outros, porque não precisa lidar com o lado social e político. Você só vai ser cobrado pelos resultados no futebol. Já acontece na Inglaterra, na Espanha…”

O FUTURO NO FLU

“A grande vantagem é que eu não me preocupo com isso. Sei que teremos sete jogos em 21 dias e, se perder três ou quatro, não sei o que pode acontecer. Mas não preocupo. Temos um projeto de formar um time até o final do ano e chegar entre os quatro, na Libertadores. Mas isso não passa pela minha presença aqui. Sou o gerenciador disso tudo. Estou preocupado em cumprir esta tarefa. Se tiverem paciência, ótimo. Se não tiverem, não cabe a mim decidir. Graças a Deus, me tornei independente para isso, para chegar e trabalhar com liberdade, sem me preocupar se amanhã estarei desempregado.”

CT EM XERÉM

“Desde que devidamente equipado. Existe um projeto para modernizar, fazer uma maquiagem nos campos, no hotel, de criar um CT. Se for feito da maneira que está projetado, pode ser a nossa casa. Existe uma resistência que não é só geográfica. É que não há condições. No momento que o projeto que eu vir for feito, não haverá nada que impeça de ir para lá.”

Fonte: Redação NETFLU Responder Citar

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